
Vivemos justificando nossas atitudes de acordo com nossos atos. As igrejas estão cheias disto, as culturas estão cheias disto, a política está cheia disto, mas na realidade eu estou cheio disto.
A inquisição, motivada pelo poder e ganância, vitimou inocentes e consolidou seu status quo no forceps. A esperança, no entanto, se escondia nos barracos, nos casebres e nos corações daqueles que lutavam dentro de si mesmos. Em nome de Deus massacravam não só a carne, mas a mente daqueles que ousavam pensar e enfrentar o pensamento majoritário.
O próprio Cristo foi morto em nome de Deus, por conflitar a igreja aos mandamentos pelos quais ela cria se firmar. O interesse humano sempre foi em sua preservação, integridade e aceitação grupal. O custo disto? Massacres, guerras, tráfico de drogas, de influência, licitações ilícitas, estupro de culturas, de religiões, arrombamento dos cofres familiares, dos cofres públicos, e tudo isso em nome de Deus.
Pregamos um Cristo conveniente, que nos cabe, cortamos as sobras e rasgamos as costuras. Nos tornamos um trapo, um mendigo espiritual, social, cultural e intelectual, o qual não enxergamos pois nos cercamos de equivalências. Em nossas orações usamos nosso próprio espelho e nos vemos elegantes, dignos de pedidos, de bençãos e de profetizações.
Minha única saída é a cruz, que ilumina meus ossos, e sonda minha alma. Que me faz emagrecer meus braços, engordar meus pés, crescer minha cabeça e parecer um disforme social, cultural, intelectual e espiritual, mas me ajusta à Palavra. Faz-me parecer um Esquálidus diante das gravatas e sapatos, mas cria em mim um espelho da cruz. Em nome de Deus!
Mantenha-se descalço!
Muito loco o texto KeZÉ, que Deus transforme seu protesto em versos em nossos corações e que esses versos sejam massa e tijolo pra terminar a obra.
ResponderExcluirFl. 1.6
Tudo isso é verdade mesmo, apesar de não saber o que significa, Esquálidos.
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