Nestes dias, muito tem-se falado do “Caso Bruno”. Jogador de futebol bem sucedido, vida financeira estabilizada, futuro talvez mais promissor que o presente. Envolvimento com pessoas erradas, confiança demasiada, vida desregrada, fizeram seu inferno. O povo é um juri cruel, não mede, não requer provas, não cala, julga, culpa, sem muitos parâmetros, apenas o passional, e isto para uma pessoa de vida pública pode ser fatal.
Um certo rei, em meados de 1000 AC, também caiu em desgraça. Quando devia estar na guerra, estava em casa, tirando a sua sesta após o almoço. Sem nada o que fazer, olhou, desejou, chamou, transou, engravidou, tentou “armar” para o marido pensar que o filho era dele, não conseguiu, então mandou matar o marido. Tinha vida pública notória, era quem mandava, cria em Deus, pois havia sido Ele quem o colocara naquela posição.
Qual a semelhança e diferença nestas duas histórias? A semelhança, o crime premeditado (do Bruno ou não). A diferença, o arrependimento, o temor a Deus. Este temor fez o rei voltar e dizer: “O teu rosto Senhor, buscarei” Salmos 27:8b. Quanto ao primeiro, esperamos que aprenda com o segundo e possa dizer: “Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha rocha firme, uma casa fortíssima que me salve” Salmos 31:2. E um dia, quem sabe, possa tornar-se conhecido, não como o goleiro do Flamengo, mas como: “O homem segundo o coração de Deus”, assim como o segundo é conhecido. Peço para que este mundo tolo, nós, julgadores e julgados, se cale, se dobre e chore arrependido de seus pecados diante do Trono de Deus, o Grande Misericordioso.
Amém!!
Kesede R Julio - 2010
"Mantenha-se descalço!"
Num universo cheio de medos, de ameaças, de ganância, de egoísmo, voltemos à Bíblia: o Livro da Esperança.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A intimidade humana
Quando pensamos em intimidade, pensamos em coisas apenas nossas, de compartilhamento difícil, de foro extremamente particular. Coisas que até olhamos de lado para falar, que escondemos de outros quando temos que mostrar à alguém ou falamos num tom de voz bem mais baixo que o de costume.
Para partilharmos coisas íntimas precisamos de confiança. A confiança garante, até certo ponto, que nossa intimidade não será revelada para outros, não será negligenciada e nem será utilizada como moeda de troca por ninguém. A confiança gera fé. Acreditamos que uma pessoa não revelará nossa intimidade devido a empatia adquirida por ela com o passar dos tempos. E não há empatia sem troca. Precisamos ter o que trocar, e não sermos eternamente protegidos por uma redoma inviolável, incapaz de ser penetrada por idéias ou por alguém.
Cristo compartilhou sua vida, a ponto de entregá-la por nós “Já não vos chamo servos,
porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.” João 15:15. Em latim, a palavra companheiro (amigo) significa “cum panis”, ou seja, o pão dividido entre amigos. As ruas gritam suas intimidades, expõem suas cuecas e calcinhas para que a sociedade, num surto de bondade e ternura possa arrebentar a redoma, abraçar seus amigos imundos, famintos, cheirando a pinga e cheios de piolhos, reconheça que as suas intimidades não são tão mais íntimas, pois as ruas já gritaram todas elas.
Kesede R Julio
"Mantenha-se descalço!"
Para partilharmos coisas íntimas precisamos de confiança. A confiança garante, até certo ponto, que nossa intimidade não será revelada para outros, não será negligenciada e nem será utilizada como moeda de troca por ninguém. A confiança gera fé. Acreditamos que uma pessoa não revelará nossa intimidade devido a empatia adquirida por ela com o passar dos tempos. E não há empatia sem troca. Precisamos ter o que trocar, e não sermos eternamente protegidos por uma redoma inviolável, incapaz de ser penetrada por idéias ou por alguém.
Cristo compartilhou sua vida, a ponto de entregá-la por nós “Já não vos chamo servos,
porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.” João 15:15. Em latim, a palavra companheiro (amigo) significa “cum panis”, ou seja, o pão dividido entre amigos. As ruas gritam suas intimidades, expõem suas cuecas e calcinhas para que a sociedade, num surto de bondade e ternura possa arrebentar a redoma, abraçar seus amigos imundos, famintos, cheirando a pinga e cheios de piolhos, reconheça que as suas intimidades não são tão mais íntimas, pois as ruas já gritaram todas elas.
Kesede R Julio
"Mantenha-se descalço!"
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